À Conversa com Hugo Figueiredo

Internacionalmente conhecido como um dos mais destacados festivais de música realizados em Portugal, o Optimus Alive voltou a ter uma edição de pleno sucesso em 2014. Sobre as mudanças falámos com Hugo Figueiredo, director de marketing da Optimus.

O que vos levou a mudar o look do festival Optimus Alive este ano?
Quando estávamos a preparar o Optimus Alive 2013 ainda no final de 2012 falámos com o promotor, Everything is New, pois como íamos para a sétima edição achámos que valia a pena repensarmos um pouco um conjunto de estruturas que são da responsabilidade também da Optimus. A Everything is New achou que era uma boa ideia, pelo que o passo seguinte foi lançar um concurso de ideias ganho pela Feedders que desenvolveu este novo look para os palcos Optimus e Optimus Clubbing, para o Pórtico e para a zona de convidados.

Podemos então afirmar que aquilo que vemos hoje aqui é a imagem fiel da Optimus?
É a imagem da Optimus adaptada ao festival. Aquilo que nós acreditamos na Optimus é que, obviamente, na parte dos patrocínios, sendo que são todos na área da música, é preciso encontrar pontos de contacto entre aquilo que são os valores da marca e os valores do festival. Podemos afirmar sim, que isto é a nossa representação da marca neste festival. Noutros festivais é, certamente, um pouco diferente. Acreditamos que cada festival tem o seu espaço no panorama musical, cada um tem o seu conceito.

Qual tem sido o feedback das pessoas relativamente às alterações?
Parecem-me muito satisfeitas, o que nos dizem é que foi um upgrade fantástico relativamente a anos anteriores. A verdade é que todos os anos têm vindo a ser realizadas alterações, mas de facto este ano estão bastante visíveis. Acho que o resultado final foi muito bem conseguido.

A música já faz parte da génese da Optimus?
Sem dúvida, desde o lançamento da Optimus que a música é parte integrante. Desde o primeiro momento que apoiámos sempre a música, sendo que é hoje o único território que apoiamos. Achamos que para fazer um trabalho consistente e coerente é importante ter vários projectos, pelo que temos a nossa editora, a Optimus Discos, que lançou nos cinco anos de vida, entre outros, os Linda Martini, tendo-se tornado muito importante na divulgação de novos nomes da música portuguesa embora por vezes não cantada em português mas feita por músicos nacionais.

Equipa que ganha não se mexe. Vamos continuar assim nos próximos anos?
Acredito que sim! Temos contrato para mais um ano com o Optimus Alive, ou seja, com a promotora do festival para fazer mais uma edição, mas penso que as condições estão criadas pra continuar. Existe muita confiança entre as equipas e o resultado deste ano é talvez o que, nestes sete anos de parceria, demonstra uma ligação simultaneamente mais profunda e mais visível também para toda a gente. As pessoas estão contentes e, tal como você disse, equipa que ganha não se mexe, pelo que vamos ter de chegar a acordo, de certeza!

Além do Optimus Alive e do Optimus Primavera Sound existem novos projectos para o futuro?
Para já não. Neste momento temos três projectos/eventos musicais, sendo que aos dois que referiu se junta o Optimus D’Bandada, evento gratuito realizado no Porto com as bandas do catálogo da Optimus Discos. São estes os três projectos que a Optimus tem ligados à música.

Estivemos o ano passado no Optimus D’Bandada. Para 2013 o conceito mantém-se?
Sim, o conceito vai ser genericamente o mesmo: concertos gratuitos em espaços variados e de diferentes géneros, muitos deles um pouco inusitados, mas adequados ao tipo de público que vai assistir a cada um dos concertos.

Relativamente ao investimento que fizeram aqui no Optimus Alive pode avançar algum valor?
Não avançamos valores, mas aquilo que posso adiantar é que, tal como tenho afirmado publicamente, a Optimus viu reduzido, não muito significativamente, o seu budget total. No entanto, o budget que tem dedicado à área da música tem-se mantido inalterado, o que quer dizer que a quota parte dedicada à música dentro do total do investimento da marca até aumentou. O investimento que temos aqui no festival é idêntico ao de anos anteriores, substituímos umas coisas por outras, por exemplo as áreas de activação foram reduzidas para podermos fazer as estruturas, mas mesmo assim acho que valeu a pena. Estamos muito satisfeitos.

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

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