À conversa com Dead Combo

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O relógio marcava 12h30 quando chegámos à Casa Independente. À nossa espera Tó Trips, metade dos Dead Combo, que depois de ter deixado os filhos na escola veio ter connosco para um aperitivo antes do almoço. Da ZDB, à Polónia, de Tom Waits a Nick Cave, esta foi uma conversa «No Reservations».

– Como nasceram os Dead Combo?
Eu ensaiava com os Lulu Blind em Almada, o Pedro ensaiava com o Godinho. A nossa afinidade vem daí, dessas andanças da música, mas já nos conhecíamos-mos de vista do liceu D. Pedro V, quando andei lá. Uns tempos depois gravei umas malhas que o Henrique Amaro ouviu e que o levaram a convidar-me a gravar uma música para um disco de homenagem ao Carlos Paredes, chamado Movimentos Perpétuos. Tempos depois encontrei o Pedro num concerto e convidei-o para meter um contrabaixo no projeto. E pronto, nascemos assim.

– Escolheram a imagem do Cangalheiro e do Gangster…porquê?
O Edgar Pera ouviu essas malhas que eu tinha gravado, bem como o Elétrica Cadente e resolveu fazer um filme no Bairro Alto. No dia das filmagens a mim calhou-me o tipo com a cartola que tanto podia ser o cangalheiro como o gato pingado. Ainda houve um concerto com o Edgar a projetar e a filmar e eu não usei cartola, mas o Edgar não achou isso bem e estava sempre a dizer «usa a cartola era fixe ». Comecei a usar a cartola e os sapatos brancos, mas o Pedro não usava nada. E eu disse ao Pedo «eh pá se eu venho para aqui tocar assim vestido tu também devias arranjar uma personagem para ti». Como ele como vinha do jazz, era o tipo do jazz, o gangster e assim ficou (risos).

– De onde vem o nome?
Quando gravei essas malhas, como estava um bocado cansado, tinha pensado em combo que significa grupo, mas morto porque estava, como te disse, cansado. Imagina, eu compunha umas malhas e convidava umas pessoas para tocarem comigo num concerto, mas depois fazia outras e convidava outras, ou seja nunca seria a mesma coisa…e eu lembrei-me de dead…e ficou.

– 2004 gravam “Volume I” o vosso primeiro registo. Foi importante para a vossa carreira os prémios que na altura receberam e o burburinho bom que se gerou em volta do disco?
Foi porque a malta quando começou isto não estava nada à espera do que veio depois. Eu estava farto daquelas confusões de ensaios e de estar à espera de malta para vir ensaiar e o outro que se atrasava, enfim, estava um bocado farto dessa cena de banda. E o Pedro também estava um bocado cansado do meio do jazz. Estávamos numa de tocar na ZDB ou noutros sítios assim pequenos, sem nos chatearmos, ou seja, costumamos dizer que fizemos os Dead Combo para não desistirmos da música, porque é uma coisa da qual gostamos e não queríamos desistir por causa das partes chatas que por vezes existem para além da música, como a cena de estar à espera dos outros para fazer alguma coisa. Por isso, quando saíram essas críticas ao primeiro disco ficámos surpreendidos, pois claro (risos) e pensámos «afinal as pessoas até gostam disto»! Somos uma banda instrumental, não estávamos à espera de chegar onde chegámos.

– Dois anos depois chega o “Volume II – Quando a Alma Não é Pequena” também ele muito apreciado. O que diferenciou este do primeiro disco? Mais cor? Concordas?
Sim, concordo sim. Passámos um verão inteiro a gravar esse disco na ZDB, e acho que essa cor de que falas foi a evolução natural. Somos uns gajos divertidos e em qualquer coisa que façamos há sempre um lado de humor.

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– Foi também em 2006 que compuseram a banda sonora para o filme de Daniel Blaufuks “Um Pouco Mais Pequeno que o Indiana”. Alguns anos depois repetiram a experiência com o filme “Operação Outono” de Bruno de Almeida. É algo que vos agrada fazer, consideram isso como um desafio?
Sim gostamos e é claramente um desafio. Sempre fui muito ligado à imagem das coisas por isso é algo que me agrada fazer…

– …e a vossa música é, aliás, muito cinematográfica, não achas?
Sim, sim…também somos umas pessoas bastante observadoras, além de que sempre gostei das imagens das coisas da música. Por exemplo, uma coisa que eu gosto de fazer é olhar para uma fotografia antiga e imaginar uma música para ela. Às vezes faço esse exercício, há uns tempos saiu numa revista um artigo sobre a história da emigração em Portugal, onde se viam fotos antigas de pessoas a embarcar para os Estados Unidos ou França, e eu olhando para elas imaginava uma música para aquela situação, para aquelas pessoas…

– …isso era brutal, dava quase um documentário…
(risos) sim acho que dava!

– Apesar de já terem contado com algumas participações de cantores, como o Camané, nunca pensaram ter um vocalista? Seria algo que viria desvirtuar o projecto?
Ao princípio houve pessoas que nos disseram que devíamos ter voz. Mas não, os Dead Combo somos nós os dois e termos essa liberdade de poder convidar pessoas. Se um dia nos apetecer fazer um disco em que todas as músicas são cantadas podemos fazê-lo, como a seguir podemos fazer outro disco só instrumental. Mas os Dead Combo sou eu e o Pedro, e acho que este formato é uma formato muito mais livre. Já fizemos com orquestra, já convidámos o Camané, a Ana Quintães, e outros. Ou seja, temos essa liberdade que acho que se tivéssemos alguém a cantar perdíamos, ou pelo menos seriamos muito menos livres. E tanto eu como o Pedro damos bastante importância a essa liberdade.

– Falámos no Camané, vocês escolhem a voz para a música ou compõem a música para aquela pessoa, aquela voz?
No caso do Camané até foi o Pedro que se lembrou, pois foi ele que fez a música e que ao fazê-la teve a noção de que era bom ter a voz do Camané ali. Depois precisávamos da letra e surgiu o nome do Sérgio Godinho. E assim foi. Resultou muito bem. Já conheço o Camané há muitos anos, andámos os dois na tropa (risos) há muitos anos, para aí em 85…na época em que ainda se fazia tropa (mais risos). Ele tem uma voz fantástica, a primeira vez que o ouvi cantar até me arrepiei (risos), eu adoro o Camané. Os grandes fadistas quando começam a cantar, o pessoal percebe logo porque é que eles são grandes!

– “Lusitânia Playboys” de 2008 alargou a vossa base de fãs, pois foi um disco que chegou a uma mais alargada faixa de ouvintes. A que achas se deveu o enorme sucesso deste disco?
Houve mais convidados, a capa do disco é muito boa, a fotografia da Rita Carmo é mesmo muito boa…nessa altura já andávamos para aí há cinco anos a tocar ao vivo. Acho que os Dead Combo fizeram o percurso que qualquer banda deve seguir, que é começar a tocar em sítios pequenos, onde continuamos e gostamos de tocar, e depois tocar em espaços maiores…começámos do zero, comemos muita relva, como costumo dizer, pelo que nessa altura já havia mais pessoas a conhecer o nosso trabalho, e depois há sempre o boca a boca, o amigo que diz a outro que foi ver tocar uns gajos porreiros.

– É o vosso disco mais abrangente, concordas?
Sim, concordo. Na verdade esse disco é o disco mais barroco dos Dead Combo, é o nosso disco mais cheio, tem mais arranjos e mais participações…sim é capaz de ser o mais abrangente.

– Voltam a surpreender em 2011 com o “Lisboa Mulata” disco por onde viajam por outros mundos baseados numa África lisboeta. Porquê África?
Foi a primeira vez que nos deparámos com a pergunta «e agora o que é que vamos fazer?»…pensámos muito sobre o assunto e como somos pessoas ecléticas a ouvir música pensámos nesse lado africano de Lisboa, no lado mestiço que Lisboa tem, e fomos por aí.

– Contaram com a participação de Marc Ribot, guitarrista de Tom Waits, como é que isso aconteceu?
Bom, ele mudou o som ao Tom Waits…foi o Pedro que já tinha falado com ele por mail, pois conhecíamos a manager. Gostávamos que ele participasse porque somos fãs, é um dos nossos guitarristas de eleição. Houve um primeiro convite mas ele não pôde, depois ele veio a Lisboa dar um concerto no São Jorge, estivemos lá e falámos com ele, voltámos a fazer o convite e ele aceitou. Depois tivemos a sorte de o Carlos, do Festival Músicas do Mundo, em Sines, o ter trazido novamente para tocar com uma das bandas dele e ele tocou connosco.

– O destino foi bonzinho, não achas?
Foi (risos), foi muito fixe!

– O Tom Waits é uma referência para vocês?
É, como músico e também como postura.

– Eram fãs do “No Reservations” de Anthony Bourdain? Como é que ele chegou até vocês?
Não era fã pois não conhecia, nem sabia quem era o Anthony Bourdain…

– A sério?!
Sim (risos). Aliás, nem eu nem o Pedro. Ele não vê televisão, não tem televisão, e eu só vejo à noite, depois de deitar os miúdos sou capaz de ver televisão, mas vejo muito pouco. Por isso não sabíamos quem ele era. De tal forma que marcaram a entrevista para um sábado, eu tinha ido almoçar com a minha mulher e com os meus filhos e até pensei “que chatice, uma entrevista hoje, sábado, sem concertos e eu queria mesmo estar com os miúdos”. Mas nós nem sabíamos a dimensão do programa, fomos lá ter, falámos com ele, foi porreiro, e só depois é que nos começámos a aperceber da dimensão do que tínhamos feito. Quando contámos a algumas pessoas a reação foi do género: “a sério? Vocês estiveram com o Anthony Bourdain?!” E aí é que começámos a perceber que ele era famoso (risos).

– Ele foi simpático?
Foi, foi. É um gajo porreiro, um gajo que podia ser nosso amigo e estar aqui connosco à conversa.

– O sucesso da vossa participação foi imediato, surpreendeu-vos de alguma forma?
Eh pá sim, mas o sucesso foi a prova de que é possível exportar música portuguesa lá para fora, tudo depende também do meio que se usa.

– Mas a vossa música não é uma música qualquer…
…a nossa música tem uma identidade e isso é diferente.

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– Depois veio Cannes, onde tocaram na estreia do filme “Cosmopolis” de David Cronenberg…
Pois foi, tocámos lá na festa e foi fixe. Fomos convidados pelo Paulo Branco que convida sempre um artista português para ir lá, aliás, já lá tinha estado o Camané.

– Como é que foi a reação do público?
Aquilo foi num jantar, as pessoas tinham terminado de jantar quando nós tocámos e acho que gostaram. Foi porreiro da parte do Paulo Branco ter-nos convidado, mas a verdade é que foi mais o glam e a notícia que se gerou à volta da nossa ida do que propriamente o concerto…

– É ao vivo que se sente a plenitude da vossa música, concordas?
Acho que as bandas provam aquilo que são ao vivo! Há malta que se calhar faz bons discos mas depois ao vivo aquilo não funciona, e há o contrário. Mas, acho que sim, ao vivo é quando vamos lá mostrar o que gravámos, que imaginámos, que criámos.

– E o ambiente que vocês criam em palco também ajuda a esse sentimento, não achas?
Sim, claro que ajuda. Nós passamos muito tempo parados, sentados, por isso temos que criar esse universo, o nosso universo, em que esse lado cénico é muito importante.

– E quem é que cria esse lado cénico? As rosas, o vermelho, os estojos das guitarras?
Eu e o Pedro é que pensamos em tudo. Os estojos das guitarras apareceram porque tinha que ser uma coisa prática, a ideia era simples, pois assentava em fazer um cenário com o próprio material em que transportamos as guitarras. Depois apareceram as flores. Ao princípio comprávamos flores no mercado, só que só dava para usar uma vez. Depois morriam e isso saía-nos um bocado caro (risos). Depois comprámos flores no chinês e pronto, faz o mesmo efeito (risos). Agora temos vídeo e um cenário mais rebuscado.

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– E eis que em 2014 nos dão a “A Bunch of Meninos”. De onde vem o nome?
Apareceu em 2008 quando fomos tocar ao Festival Aerosonic na Holanda, íamos na carrinha a falar do estado do país e do estado das coisas e o Hélder disse “estes gajos são mesmo um bunch of meninos”, a malta achou piada e ficou, primeiro, como título de uma música, e depois, como não tínhamos nome para o álbum, o Pedro lembrou-se desse nome e ficou.

– A mistura fonética resulta bem…
Na verdade nem pensámos muito nisso, foi mais pela própria expressão à qual achámos piada.

– E Portugal, como é que olhas para o nosso país?
Tanto eu como o Pedro sempre adorámos o nosso país e gostamos imenso de Portugal. Mas quem nos tem governado nestes últimos anos não ouve os outros, nem pensa muito nas pessoas, são contabilistas, é só números. Sei que temos uma divida para pagar mas não pode ser assim…vendem tudo, aquilo que os pais e os avós construíram. Isto é um país que tem um clima muito bom, é lindíssimo de norte a sul, as pessoas são super trabalhadoras, temos boa comida, bom vinho, boas praias. Enfim, tínhamos tudo para a coisa correr bem, para sermos um país em que as pessoas estivessem bem. Mas morre tudo um bocado na praia…tudo é uma luta…é verdade que estivemos aqui fechados 40 anos e as pessoas habituaram-se a passar muita responsabilidade para o Estado, mas muitas vezes esquecemo-nos que temos de ser nós, como povo, a mexer.

– Voltemos ao disco…vocês inspiram-se em personagens para compor. Em que personagens se inspiraram desta vez?
Quem escreveu a história foi o Pedro, dois tipos e depois há uma miúda que os salva, mas eles desaparecem uma e outra vez, pois são duas personagens que não têm compromisso com ninguém…O que nos inspira é sempre esse lado de rua, das pessoas de várias raças, de vários sítios…Um lado de mistura. Nas artes é sempre interessante esse lado da terra de ninguém. Terra de ninguém no sentido de, por exemplo, tocarmos uma morna, mas que não é bem uma morna porque nós não sabemos tocar morna, mas não é isso que nos interessa, interessa-nos aquilo que nós entendemos sobre o que é a morna, ou sobre outra música qualquer que tenhamos ouvido. Acho que o fascínio que Lisboa tem é esse seu lado antigo, esta é uma cidade com muitas camadas de tempo, de história.

– Como é possível gravar um disco destes em três dias?
Sim, foi o disco mais rápido a gravar, mas não foi complicado porque eu toco todos os dias e o Pedro também. Aliás, até te posso dizer que já tenho malhas novas para os Dead Combo (risos). Quando resolvemos gravar um disco já trazemos algumas coisas no bolso e depois escolhemos. Estivemos uma semana em casa do Pedro a escolher de entre as coisas que tínhamos, foi mesmo a primeira vez que fizemos uma pré-produção, e depois quando fomos para o estúdio já sabíamos o que é que íamos fazer. Tinham-nos marcado nove dias de estúdio e gravámos em três, fomos para lá num domingo e na quarta-feira seguinte já estávamos na rua (risos).

– Podemos dizer que este disco mostra os verdadeiros Dead Combo, puro e duro? É isto que querem ser ao fim de 10 anos?
Sim, acho que aqui encontras uns Dead Combo mais refinados naquilo que na verdade são os Dead Combo. Sabemos bem qual é o universo dos Dead Combo, ao fim de 10 anos somos mais objetivos, não andamos ali a perder tempo.

– Percorreram muita estrada e tocaram muito ao vivo nos últimos anos. Isso foi importante para o som que hoje apresentam?
Claro, isso é sempre importante para qualquer ofício, as pessoas terem experiência. Ajuda a ser mais pragmático, mais objetivo nas coisas. Também acho que tocamos melhor do que tocávamos.

– Algum episódio engraçado que se tenha passado num concerto no estrangeiro que gostasses de partilhar?
Há uns anos fomos a um festival na Polónia e tocámos num espaço muito pequeno que ficava numa cave. Antes de nós tocava uma banda punk da República Checa e o público já estava assim muito alegre e nós estávamos um bocado assustados (risos). Aquilo não tinha palco, não tinha nada, tocávamos no chão Os ânimos estavam bastante exaltados e nós pensámos “vamos ser comidos vivos com a nossa música, depois de uma banda punk, a rasgar, entramos com a nossa música, isto vai correr mal” (risos). Tínhamos de pedir com licença às pessoas para tocar, para se afastarem, para eu conseguir mexer a guitarra (risos), mas no fim correu mesmo muito bem. Gostaram muito e vendemos os discos todos.

– Estão juntos há 10 anos…qual o segredo do vosso sucesso como banda?
Acho que o sucesso da banda é a amizade. E, não sei se é da idade, mas acho que para fazermos música temos que gostar da música que fazemos e gostar não porque sou eu que toco guitarra ou porque o Pedro toca guitarra ou contrabaixo, mas gostar da música por ela própria. Sermos nós a fazê-la ou terem sido outras pessoas não interessa. Acho que tanto eu como o Pedro somos bons ouvintes e conseguimos ter essa distância relativamente ao trabalho que fazemos. Como ouvintes, como pessoas que gostam de música nós temos que gostar daquela música. Quando começámos a fazer isto começámos pelo conceito de fazer com que as pessoas se sintam bem ao ouvir a música que fazemos. A nossa música às vezes tem um lado desalinhado e estranho, mas no fim tem de ser algo que seja confortável de ouvir e que resulte como um todo.

– Ainda se assumem “western fadistas”?
(risos) A malta tenta afastar-se um bocado dos western, é lógico que tem lá muita coisa de western mas tem lá muitas outras coisas. Acho que cabe toda a música nos Dead Combo, depende de como a fazemos, mas não é só o western, não gostamos muito de ser só rotulados com isso.

– O que estás a ouvir neste momento?
Tenho ouvido o último disco dos Linda Martini, o qual gosto bastante, eles são uma grande banda e vão crescer ainda mais, são mesmo muito bons, de cada vez que ouço o disco descubro sempre algo mais que me agrada mais. Tenho ouvido também o disco Cabeça do Filho da Mãe, que é outra pessoa de quem gosto muito, e o último do Norberto Lobo com o João Lobo. Também gosto muito de Luna Pena. Por acaso o que tenho ouvido mais tem sido mesmo música portuguesa, mas também tenho ouvido o último do Nick Cave, o que foi gravado ao vivo. Gostei muito desse disco por ser ao vivo e estar tão bom.

– Ficaram muito tristes por ele não ter participado no disco aceitando o vosso convite?
Não, nada disso. Foi o Pedro que se lembrou de o convidar e como tínhamos conseguido chegar até ele fizemos o convite. Mas levámos sempre isto na desportiva, até porque a música que fizemos a pensar nele acabou por sair no disco. E é uma bela música. Convidamos as pessoas, mas se elas depois não aceitam também percebemos perfeitamente.

– Suponho que lhe mandaram o disco, certo?
(risos) Não, não mandámos. Ele deve ser uma pessoa que deve estar sempre a receber convites para fazer coisas e colaborações. Na boa, continuo a ser fã dele (risos).

– Vão repetir para as datas de dezembro a dinâmica de palco do recente concerto do Coliseu de Lisboa?
Não, com o público no palco connosco não. Nesses concertos vamos ter o palco no centro do Coliseu com o público à nossa volta.

– O concerto de Lisboa correu muito bem, mas isso não surpreende, Lisboa é a vossa cidade. Mas qual tem sido a reação do público no resto do país?
Tem sido muito boa, os concertos têm estado esgotados e as pessoas têm gostado. Acho que agora chegamos a mais gente. Há mais pessoas a ouvir e a ir aos concertos.

– Já vos vimos em diferentes ambientes, desde o Festival do Crato, passando por Paredes de Coura até à Aula Magna. Qual a diferença que identificas entre estes três espaços?
Somos sempre mais adeptos de tocar em salas, onde as pessoas vão para nos ouvir. Nos festivais somos mais uma banda, mas depois têm essa parte boa que é a de que quem não nos conhece fica a conhecer.

– E os Dead Combo, são a bunch of meninos?
Não, acho que somos uns gajos porreiros (risos).

Texto: Sandra Pinto

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