Colapso Fest leva o underground e a resistência ao Teatrão em Coimbra
Coimbra volta a abrir espaço ao underground. No dia 12 de setembro, o Teatrão recebe a terceira edição do Colapso Fest, um festival que assume uma identidade interventiva, antifascista e DIY, mantendo a essência das anteriores edições, quando ainda se apresentava como Metalpunk Coimbra Fest.
A mudança de nome acompanha uma vontade de ampliar horizontes sem perder aquilo que está na génese do evento: criar um espaço de encontro para diferentes expressões da música pesada e para uma comunidade que encontra no underground uma forma de resistência, liberdade e intervenção.
O cartaz desta edição reúne seis bandas de diferentes pontos do país — Hetta, Soul of Anubis, Pledge, Dokuga, Lord of Confusion e So Dead — numa noite que atravessa territórios tão distintos como o punk, hardcore, post-hardcore, screamo, post-punk, sludge e doom.
Mais do que uma sucessão de concertos, o Colapso Fest pretende transformar o Teatrão num ponto de encontro para diferentes públicos, sensibilidades e formas de expressão ligadas à cultura alternativa.
A programação estende-se para além do palco. No exterior do Teatrão haverá uma feira de arte interventiva, de entrada gratuita, que reunirá ilustradores, tatuadores, bancas de discos e merchandising.
O espaço terá também uma dimensão solidária, com a presença de associações ligadas às causas animal e humanitária. A organização pretende, desta forma, reforçar uma mensagem de comunidade e de oposição a todas as formas de violência e discriminação.
É precisamente nessa combinação entre música, arte e intervenção que o Colapso Fest procura afirmar a sua identidade. O festival assume-se como um espaço onde não existe lugar para fascismo, racismo ou sexismo, defendendo uma comunidade mais consciente, inclusiva e unida.
A descentralização cultural é outra das bandeiras do festival. O Colapso Fest quer contribuir para ampliar o panorama cultural de Coimbra, dando palco a projetos e linguagens que nem sempre encontram espaço nos circuitos mais convencionais.
A aposta no underground é, por isso, também uma forma de reivindicar Coimbra enquanto cidade capaz de acolher diferentes movimentos e comunidades ligadas à música pesada e à cultura DIY.
O programa arranca às 17h, com a feira de arte, enquanto os concertos começam às 18h, prolongando-se até à 1h da manhã.
Os bilhetes estão disponíveis em pré-venda por 17,50 euros, através do Instagram do festival, @colapsofest. No próprio dia, à porta, o preço será de 20 euros.
Entre guitarras pesadas, distorção, arte e intervenção, o Colapso Fest prepara-se para ocupar o Teatrão durante uma noite em que o underground de Coimbra promete fazer barulho e deixar uma mensagem bem clara.
