António Variações astro maior da música portuguesa. A nossa playlist de homenagem.

António Joaquim Rodrigues Ribeiro nasce em Fiscal, aldeia do concelho de Amares, Braga, a 3 de Dezembro de 1944. O quinto dos dez filhos de Deolinda de Jesus e Jaime Ribeiro, faz os estudos na escola local, ajudando os pais no campo.

Aos 11 anos, terminada a instrução primária, experimenta o primeiro ofício em Caldelas. Mal completa 12 anos abandona a terra natal rumo a Lisboa. Vem para ser marçano, mas acabará por trabalhar num escritório. A tropa fá-la em Angola, mas sem antes pedir à mãe que lhe acenda uma vela a Santo António para protecção. Regressa são e salvo. Mas logo volta a partir, desta feita para Londres, onde permanece um ano a lavar pratos num colégio.

Em 1976 regressa. O próximo destino será Amesterdão, onde fica mais um ano e aprende o ofício de cabeleireiro. Já em Lisboa, de dia é cabeleireiro, e à noite dá vazão à sua paixão pela música, dando os espectáculos Variações. Começa a ser notado pelo seu visual excêntrico.

Em 1978 apresenta uma maqueta com algumas músicas à editora Valentim de Carvalho. Nesse ano assina contrato, mas só grava quatro anos depois. Em Fevereiro de 1981 surge no “Passeio dos Alegres” de Júlio Isidro, que o levará a algumas emissões da “Febre de Sábado da Manhã” na Rádio Comercial.

Em Julho de 1982, já sob o nome António Variações, edita o seu primeiro single: Lado A com “Povo Que Lavas No Rio” (de Amália Rodrigues), Lado B com “Estou Além”, um inédito de sua autoria. 1983 lança o LP “Anjo Da Guarda”.

Entre finais de 1983 e início de 1984 grava o segundo e último LP, “Dar E Receber”. Em Abril aparece pela última vez em público no programa televisivo “A Festa Continua” de Júlio Isidro. Será a única interpretação no em televisão das faixas do novo disco. Semanas mais tarde, quando “Dar E Receber” é editado, já António Variações se encontra internado no Hospital Pulido Valente devido a um problema pulmonar.

Debilitado pela doença que se agrava vertiginosamente, é transferido a pedido da família para a Clínica da Cruz Vermelha, onde virá a falecer a 13 de Junho.

“Tenho pena de morrer, mas não medo. Tudo o que acaba me deprime. Mais pelo fim do que pelo acto em si”, António Variações

You May Also Like

Mão Morta ao vivo no LAV – Lisboa Ao Vivo a 11 de Outubro 2019 (vídeo)

Novas reedições em vinil de “Cão” e “O Monstro Precisa de Amigos” dos Ornatos Violeta

Nick Cave anuncia dois concertos em Portugal

Esta é a música que Thom Yorke ouve em casa. O que acha?

error: Conteúdo protegido. Partilhe e divulgue o link com o crédito @lookmag.pt