AmadoraBD, 25 anos de vida

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Celebrou este ano o 25.º aniversário. Um quarto de século pleno de sucessos e realizações que fizeram do AmadoraBD um dos mais destacados eventos nacionais dedicados à Banda Desenhada. Este ano, o destaque foi para os 50 anos da Mafalda e os 75 do Batman, mas de muito mais se fez a edição 2014 do certame.

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Nem todos os festivais se podem congratular de celebrar 25 anos de existência, meta ainda de maior valor quando nos referimos à banda desenhada, arte que tem vindo a granjear cada vez mais fãs e cada vez maior destaque. Tudo começou quando, e por culpa do universo de Banda Desenhada em que a cidade da Amadora sempre esteve integrada, «surgiu a vontade e a decisão de fazer entre 08 a 18 de Novembro de 1990, o, então chamado primeiro Salão de Banda Desenhada da Amadora, na antiga Galeria Municipal», revela Nelson Dona, director do AmadoraBD. O responsável relembra que o evento não tinha ainda âmbito internacional, «nem objetivos de ser um verdadeiro festival, no verdadeiro significado do termo, nem sequer o objetivo concreto em termos de continuidade, o que só aconteceu devido ao enorme sucesso da primeira edição».

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Entre exposições, é possível durante os dias do festival assistir a palestras ou frequentar as muitas sessões de autógrafos com os autores convidados. Como refere Nelson Dona, «o AmadoraBD tem várias vertentes e é composto por diversas exposições que vão ao encontro de diversos pontos que compõem a programação do Festival: um tema, a partir do qual é feita a exposição central, as efemérides de cada ano, como foi o caso, nesta edição, dos 75 anos do Batman e dos 50 anos da Mafalda».

Importa destacar que os vencedores dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada atribuídos pelo AmadoraBD do ano anterior constituem sempre uma grande parte das exposições do festival. Tal foi o caso da Autora em Destaque deste ano, Joana Afonso, vencedora do Melhor Álbum de Autor Português 2013, que para além da exposição, graças ao prémio, foi igualmente escolhida para desenhar o cartaz do AmadoraBD 2014. O mesmo aconteceu com Nuno Duarte, vencedor do Prémio de Melhor Argumento, de Osvaldo Medina, vencedor do Prémio de Melhor Desenho de Autor Português, com Catarina Sobral, vencedora da Melhor Ilustração de Livro Infantil, com Henrique Monteiro, vencedor do Prémio de Melhor Álbum de Tiras Humorísticas, e com a fanzine BDLP (Banda Desenhada de Língua Portuguesa), esta última com uma exposição relativa ao Prémio Fanzine e “Surfista Prateado”, vencedor do Prémio Clássicos da Nona Arte.

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Mas, para além dos autores escolhidos tendo como base os Prémios Nacionais de Banda Desenhada, «outros autores são seleccionados, tendo em conta os diversos temas e programa de cada edição pela equipa de comissários de cada edição do Festival», afirma Nelson Dona. Na edição de 2014 o evento recebeu a visita de «30.340, mais 400 do que na edição anterior, um acréscimo que se deu tanto em termos de público em geral, como em número de alunos integrados em visitas escolares», sublinha Nelson Dona. Quanto ao balanço desta edição, o director do AmadoraBD afirma que esta foi «uma edição bastante interessante, com muitos visitantes presentes no Festival, quer nas exposições, na zona da feira do livro ou nas filas dos autógrafos». Nelson Dona relembra que esta edição constituiu a comemoração dos 25 anos do AmadoraBD, pelo que foi feita uma reflexão sobre a Banda Desenhada, assunto debatido durante as duas semanas do Festival, tendo em conta a sociedade de informação e o universo digital, o qual ganha terreno também na área da Banda Desenhada.

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De acordo com Nelson Dona existe uma grande diversidade de géneros e estéticas de Banda Desenhada disponíveis para o público de publicações portuguesas e estrangeiras. «Dentro da Banda Desenhada de autores portugueses, o mercado caracteriza-se por edições pontuais de baixa tiragem, mas que nos últimos anos têm surgido em grande quantidade», afirma o responsável, assinalando ainda que existem duas questões determinantes, «por um lado há um nível artístico de grande qualidade em comparação com outros autores internacionais, mas por outro não temos uma indústria editorial de grande dimensão, o que não permite uma profissionalização efetiva dos autores».

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Não existindo ainda uma data concreta para a edição de 2015, algo que está sempre dependente de uma reunião de Câmara Municipal, Nelson Dona relembra que, por norma, o evento tem início na penúltima sexta-feira de outubro. «Já está a ser desenvolvido o trabalho para a próxima edição», revela Nelson Dona, que, conclui «em termos de conteúdos é certo que existem exposições onde estarão em destaque os vencedores dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada deste ano».

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Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

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