alt-J no Altice Arena. Aposta ganha

Chegaram para vencer. Verdade seja dita que tal não seria muito dificil, pois após cinco anos de um namoro intenso com o público nacional, os alt-J acharam por bem firmar um laço ainda mais duradouro ao agendarem um concerto em nome próprio, o primeiro no nosso país, numa das maiores salas de espectáculos da capital.

Espectáculo visual muito bem conseguido, os alt-J deram um concerto coerente demonstrando uma maior solidez e maturidade em palco.

Podia não estar esgotada, mas a moldura humana que na noite fria de janeiro se deslocou à sala à beira do Tejo aceitou a proposta e firmou um compromisso de amor eterno com a banda britânica numa cerimónia que foi bonita de se ver.

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Altar, desculpem, palco angalanado à altura do acontecimento, era hora de receber os três músicos com um alinhamento que, adivinhava-se já, iria percorrer todos os seus álguns de originais. Assim foi. Uma hora e meia sem grandes oscilações durante a qual apresentaram os seus temas mais emblemáticos.

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Tais gotas de chva, o palco enche-se de gotas de luz para receber o trio. No ar uma introdução algo introespectiva, com cordas acústicas e teclas, retirada de “Pleader”, do álbum Relaxer, de 2017. Pelo meio a voz, chamemos diferente, de Joe Newman.

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Originários de Leeds, no Reino Unido, os alt-J nasceram em 2007. Cinco anos depois dariam a conhecer ao mundo o seu primeiro registo de originais, “An Awesome Wave”, que ganharia o pestigiado Mercury Prize 2012. Estavam lançados! Tendo atuado por cá sempre em ambiente de festival, a banda foi recebida efusivamente pelos muitos fãs que ansiavam por uma noite a sós com ela. Sabiam as letras na ponta lingua, com destaque para temas como “Left Hand Free”, “Fitzpleasure”, “In Cold Blood” ou “Matilda”, o verdadeiro hino que levou todos a cantar a uma só voz.

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Em redor dos músicos, um jogo de luzes que davia à festa um encanto ainda maior, a qual teve também como ponto positivo a boa qualidade do som que se fez ouvir numa sala conhecida por não ser das mais cativantes no que a espectáculos de música diz respeito. Isso percebeu-se em “Nara” e em “Interlude I (The Ripe & Ruin)”, esta última interpretada a cappella. Pelo meio de gritos, palmas e dança, o desfile de músicas continuou com “Every Other Freckle”, “Deadcrush”, “Hunger of the Pine”, “Tesselate” e “Dissolve Me”. Mais uma vez a uma só voz entre músicos e público surge “Taro”.

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O pouco tempo que serviu de pausa até ao encore foi ocupado com gritos e palmas. Estavam felizes e isso é sempre bonito de ser ver. «Muito obrigado, Lisboa», diz o vocalista, «esta foi uma noite fantástica, pois este foi um concerto muito especial», rematando «esperamos voltar em breve». Terminam com “Breezeblocks”.

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Espectáculo visual muito bem conseguido, os alt-J deram um concerto coerente demonstrando uma solidez e uma maturidade em palco que, quem como nós os tem acompanhado, reconhece. Está firmado o compromisso. Este é, sem dúvida, um casamento para durar.

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Na primeira parte actuou Marika Hackman, uma das duas vozes femininas que os alt-J convidaram para participar no seu mais recente registo de originais, “Relaxer”. A cantora e compositora inglesa com três álbuns de originais já lançados, trouxe ao palco do Altice Arena um conjunto de temas pontuados pela característica melancolia do folk.

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Conhecida pelas letras negras e densas, Marika Hackman conseguiu cativar a atenção do público, revelando-se para muitos uma agradável surpresa.

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Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

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