A elegância intemporal de Rufus Wainwright no Festival Jardins do Marquês

O músico canadiano Rufus Wainwright atuou no âmbito do Festival Jardins do Marquês, que decorre em Oeiras. Bastante apreciado pelo público nacional, o cantor e compositor não defraudou expectativas e deixou todos com uma bela mão cheia de memórias.

Texto: David Pissarro
Fotos: Luís Pissarro

Vicente Palma abriu a noite, dando inicio ao alinhamento da sua atuação com o tema “Para Rosalía”, de Adriano Correia de Oliveira. Na companhia de Elísio Donas, teclista dos Ornatos Violeta e membro do coletivo Gato Morto, e Joana Alegre, que subiu a palco para cantar “O Centro do Mundo” e “Dragão”, Vicente, filho daquele Palma que nos enche as medidas de seu nome Jorge, revelou que iria «tentar deprimir o público da forma mais bela possível». A nós, pelo menos não conseguiu, pois naquela noite nada seria capaz de nos deprimir: estávamos de volta a um recinto para ver e ouvir música ao vivo, e isso dissipa qualquer depressão. Mesmo de máscara e distanciamento social, a verdade é que passado mais de um ano soube mesmo muito bem voltar a sentirmo-nos público.

À hora certa Rufus Wainwright subiu a palco para nos dar a primeira música da noite, “The Art Teacher”, do disco Want Two. Acompanhado de um piano e de uma guitarra acústica, Rufus tocou de emoção a alma de cada um dos elementos do publico. Ele é assim, tem essa capacidade que só os génios têm…

Tento percorrido distintas épocas da sua carreira, Rufus mostrou-se bem disposto e bastante conversador, tendo, inclusive recordado a sua primeira apresentação em solo nacional, «num festival muito louco numa floresta com toda a gente a tomar ácido e foi excelente».

Esta foi uma noite em tudo bem mais calma, e saudável, onde a magia das canções eternas de Rufus se fizeram ouvir de forma plena. A genial “Poses”, a brilhante “The Gay Messiah”, a mágica “Go or Go Ahead”, a inesquecível “Going to a Town” e a memorável “Cigarettes and Chocolate Milk” fizeram do alinhamento da noite um verdadeiro luxo.

Prometeu voltar, desta vez com banda, e nós prometemos marcar novamente presença, pois não se pode contrariar os génios…

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