A Croácia pertence aos turistas

Chego a Dubrovnik e entro numa torre de Babel. Há uma confusão imensa de turistas, vindos de todo o lado, a falar um sem número de línguas, a reclamar, a pedir, a exigir. Fico na cidade apenas umas horas. É bonito, mas não para esta viagem. Eu e a minha mochila não encaixamos aqui.

Apanho aquele que penso ser o último autocarro com destino a Ploče. E, se não queria um lugar cheio de turistas, não podia ter escolhido melhor. Ninguém fala inglês. O senhor da estação de comboios pede-me para entrar no gabinete, abre o site do tradutor do Google e estabelecemos comunicação assim.

A cidade é pequena, industrial, portuária. Descubro uma praia onde parece que todos os aprendizes de Kitesurf se juntam. É bonito vê-los a deslizar na água e a rasgar o céu, ao pôr-do-sol.

Deixo Ploče com destino a Split em mais um autocarro. Este sim, o último. Em Split não é preciso Google Tradutor, mas umas italianas, que me pedem para lhes tirar uma fotografia, agradecem assim: «Boa! A Golden Gate já está! O que se segue? Obrigada».

Volto ao comboio rumo a Zagreb e está na altura de regressara casa. Ou de começar a regressar a casa. A viagem será longa.

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