À conversa com Vasco Wellenkamp da Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo

Coreografado por Vasco Wellenkamp e Miguel Ramalho, “Na Substância do Tempo” é uma homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen. O pretexto certo para, numa mão cheia de perguntas, falarmos com Vasco Wellenkamp, da Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, com o objectivo de descobrirmos mais sobre o espectáculo.

Quando nasceu a companhia?
Oficialmente em 1997

Como tem sido a vossa evolução?
A Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPCB) tem tido, como qualquer outra instituição, momentos altos e outros menos altos. No balanço geral podemos dizer que somos uma Companhia que progrediu sempre tendo mesmo sido considerada pela crítica internacional como uma das melhores companhias europeias de dança contemporânea.

Porquê homenagear agora Sophia de Mello Breyner?
Os cem anos do seu nascimento estão a ser comemorados por várias instituições a convite da Comissão para as comemorações de Sophia de Lello Breyner Andresen.

Qual o conceito na base de Substância do Tempo?
Criar um espetáculo onde o tempo e a sua duração anime e dê a ver a essência da dança que dança e, na sua transparência poética, nos emocione e nos faça perder a própia no noção do tempo.

Como se desenrola o espectáculo?
Fragmentado por andamentos coreografados sobre os prelúdios de Rachmaninoff na obra dedicada a Shopia, na primeira peça, na obra Outono com música de Mahler e com uma obra sobre a Sinfonia de Réquiem de Benjamim Britten.

De que forma se processou a sua criação?
Naturalmente, as obras vão-se construindo diariamente na invenção dos passos de dança, na caracterização expressiva que cada peça propõe, na personalidade e na técnica dos seus interpretes através do processo criativo e da linha estética que define a individualidade de cada coreógrafo.

Como se concretiza a vossa parceria com a Allianz?
Como uma parceria que nos permitiu renascer de uma situação de extrema dificuldade económica por ausência de apoios do Estado à CPBC.

É ela importante para que companhia continue a trabalhar?
É fundamental e, neste momento, é o único apoio que temos. É fundamental também porque a confiança que depositaram em nós nos deu o ânimo, a força e o entusiasmo para darmos mais uma prova, com o espetáculo que vamos apresentar no Teatro Camões, do profissionalismo e do talento dos nossos bailarinos.

Com uma frase desafie os nossos leitores a irem ver o espectáculo
Venha, emocione-se e perca connosco a noção do Tempo.

Na substância do Tempo
Teatro Camões
11, 12 e 13 de Abril
Centro Cultural de Belém
13 de Dezembro
Fórum Cultural José Manuel Figueiredo
Moita
27 de Abril
Fórum Municipal Luísa Todi
Setúbal
31 de Maio
Teatro Municipal de Bragança
7 de Setembro
Convento de São Francisco
Coimbra
29 de Novembro

Por: Sandra Pinto

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