À conversa com Pista

Chamam-se Pista, na entrevista explicam o motivo, e são três: o Bruno Afonso, na bateria, o Cláudio Fernandes e Ernesto Vitali nas guitarras. Chegam do Barreiro para trazer a dança ao rock. Nas suas composições harmonizam notas musicais com passeios de bicicleta. O resultado não podia ser outro, doses de alegria, muita animação em concertos transpirados.

Para quem ainda não vos conhece, quem são os Pista?
São quatro bons rapazes que fazem uma espécie de rock tropical muito dançante e que pode, ou não, ter voz à mistura.

De onde vem o vosso nome?
Vem da paixão do Cláudio e do Bruno pela cena das bicicletas de pista. Na altura, fazia todo o sentido. E continua a fazer, claro.

Quais as vossas maiores inspirações musicais?
Isso é complicado. Temos todos gostos muito abrangentes e tão diferentes. Mas há muitos pontos em comum na esfera do rock, pop, electrónica e world music.

Como caracterizam a vossa música?
Alegre, energética, dançável, desafiante, nunca indiferente.

O que é Ocreza?
Ocreza é um afluente do rio Tejo que tem um nome cool e é também uma representação do caminho que percorremos até editar este disco.

O que pretendem transmitir com este vosso segundo disco?
Acima de tudo, alegria e vontade de mexer a anca. Com um pouco de rock áspero e melodias sedosas.

Como foi o processo de criação do disco?
O disco foi composto ao longo dos 3 anos pós-Bamboleio. Foi surgindo nos tempos livres entre concertos, mas também foi fruto de alguma aleatoriedade, pois há melodias que nos surgiram repentinamente e que foram convertidas em canções num só dia.
Mas em geral foi quase tudo matéria que fomos trabalhando com calma. Também acertámos muitos pormenores aquando da gravação com o Miguel Vilhena.

O que distingue este do vosso trabalho anterior, Bamboleio, editado em 2015?
Este é um pouco mais forte na sonoridade, seja por ter muito mais guitarras distorcidas ou mesmo pela inclusão de um baixo, coisa que o outro não tinha, à excepção do tema Queráute. Em termos de composição também é muito mais denso e rico do que o anterior. E talvez mais crescido.

Há em Ocreza um apelo à dança. Foi intencional?
Completamente intencional. A nossa música tem quase sempre essa intenção; está-nos no sangue.

Porque querem os Pista pôr toda a gente a dançar?
Porque podemos. E porque quando se dança acontecem coisas interessantes na nossa cabeça. Fomos feitos para dançar.

É possível conjugar rock e dança tropical?
Somos prova viva que sim (risos).

Quais as doses certas de um e de outra para a mistura ser perfeita?
A um bom refogado de ritmo quente juntamos guitarras abrasivas q.b. e depois uma colher de sopa de alegria. Levamos ao forno e servimos com uma bebida bem fresca.

Como surgiu a participação de Alex D’Alva Teixeira?
Era algo que tinha de acontecer. Na apresentação do Bamboleio convidámos o Alex para participar em alguns temas e, na altura, já tínhamos um tema novo que queríamos tocar. Mostrámos-lhe o tema e ele aceitou logo meter voz. A partir daí continuámos a ter a participação dele sempre que possível e, obviamente, gravou também a versão do disco.

Se pudessem ter um grande nome internacional a colaborar com vocês num próximo disco quem seria e porquê?
Sting. Só para ver no que dá.

Recentemente actuaram em Sevilha. Como correu?
Muito bem, divertimo-nos imenso e foi um prazer levar a nossa música a um público novo. Foi interessante ver a reacção a alguns temas.

O público espanhol aderiu bem à vossa música? Em que diverge esse público do português?
Aderiu muito bem, a ginga não tem nacionalidade. É um público muito parecido com o português: muito efusivo e sem medos em mostrar que estão a gostar.

Quando e onde pode o público nacional ver os Pista ao vivo?
Hoje, dia 14 de Dezembro em Braga, no Lab 3.0, e no 21 de Dezembro na Locomotiva, no Barreiro.

Perguntas rápidas

Vinil ou CD?
Vinil

Rádio ou televisão?
Rádio

Cinema ou literatura?
Literatura

Ao vivo ou em estúdio?
Ao vivo

Se os Pista fossem uma bebida eram….
Red Bull Tropical Edition

Para 2020 os Pista desejam…
Um feliz ano novo e muita sorte com essas resoluções de Ano Novo.

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