À conversa com os The Miami Flu sobre a nova “New Season”

“New Season” é o single de avanço do novo disco dos The Miami Flu que se apresentam com nova sonoridade e nova formação. Fomos descobrir mais trocando dois dedos de conversa com a banda.

Quem são os The Miami Flu?
São um grupo de amigos de infância, nascidos e criados em Vale de Cambra, que se juntaram para fazer música há muitos anos. Tocamos todos vários instrumentos desde cedo e fazemos isto pelo amor incondicional que temos à música.

Houve uma mudança de elementos certo? Porquê?
Dois dos elementos que iniciaram a banda acabaram por ter de abandonar por razões pessoais. Entretanto, o processo de composição do novo álbum foi-se alongando e até estagnando. Decidimos chamar dois amigos, o Rui Martins e Nuno Fulgêncio de Bardino, e mais tarde também se juntou a nós o Luís Matos que já fazia parte de uma banda anterior, os Lululemon.
Todos acabaram por trazer influências importantes e diferentes, não só de composição mas também pelas perspectivas mais frescas, o que ajudou também a desbloquear o processo.

Como e quando surgiu o projecto?
A banda surgiu em 2014 após o fim dos Lululemon. Decidimos formar outra banda para explorar outras sonoridades e formas de apresentar a música. Lululemon era um trio instrumental, daí a nossa pretensão de mudança radical para outro formato.

Que significa o vosso nome e que mensagem procuram transmitir com ele?
O nome não procura transmitir nenhuma mensagem em específico. É simplesmente o nome que se dava ao pessoal que consumia demasiada cocaína nos anos 80.

Em que se inspiraram para dar vida a New Season?
Não é uma pergunta fácil de responder. A New Season fala de tempos de mudança de atitudes e consciência, duma nova aproximação às coisas. A nível sonoro é muito complicado para nós descrever o que nos influenciou especificamente. Somos uma soma de tudo o que já ouvimos e experienciamos até hoje, não escolhemos propriamente referências ao compor esta música.

Como surgiu a parceria com Serafim Mendes?
Surgiu de forma bastante normal. Achamos o trabalho dele interessante e criativo, além de ser uma estética 3D que procurávamos. Entramos em contacto com ele e as coisas aconteceram.

Como é que se desenvolve o vosso processo criativo?
No caso deste novo trabalho, o processo foi bastante mais lógico e estruturado do que em momentos anteriores. Funcionou essencialmente pela composição de partes individuais, criando arranjos a partir daí. Muitas vezes a estrutura de uma música ia mudando quanto mais tempo se passava nela, se, por exemplo, sentíamos que uma transição era forçada ou que uma parte não se enquadrava na evolução da música. Claro que há sempre momentos em que surgem coisas de forma mais orgânica ou até enganos felizes que acabam por ficar.

Como viveram esta situação de quarentena?
Penso que como toda a gente. Alguma apreensão inicial, e ter os cuidados normais de saúde. Tentamos também informar-nos de forma crítica para não nos afogarmos no mar de desinformação que infelizmente tem sido cada vez mais comum. Em casa cada um usou o tempo de isolamento à sua maneira, temos interesses muito diversos entre nós.

Que novidades têm previstas que possamos divulgar?
Algumas músicas novas que vão ser lançadas nos próximos tempos, assim como o disco que sairá em Outubro.

You May Also Like

À conversa com Selma Uamusse

Time For T revela primeiro single de EP composto e gravado durante a quarentena

O festival Que Jazz É Este? assinala em 2020 a sua oitava edição

À conversa com Norton sobre Heavy Light

error: Conteúdo protegido. Partilhe e divulgue o link com o crédito @lookmag.pt