À conversa com Naked Monks

Quem são os Naked Monks?
Os Naked Monks são uma banda de rock Stoner/Alternativo da margem sul, mais precisamente do Seixal. A banda é composta por quatro elementos: Vítor Samuel, na guitarra base e voz, André Pereira, na guitarra lead, Catarina Lopes, no baixo e Bruno Lopes, na bateria.

Como nasceu o grupo? Já se conheciam?
O grupo nasce comigo (Vítor) e com o André, amigos desde os 6 anos de idade. Começámos a tocar guitarra juntos no quinto/sexto ano escolar. Depois passámos por várias bandas, sempre juntos. Naked Monks é o resultado de 18 anos de uma relação forte, sólida, carregada de apoio incondicional e de duas pessoas que nunca desistiram do sonho.
A Catarina e o Bruno surgem mais tarde, sendo peças chave na estrutura da banda, porque, finalmente, com eles encontrámos o ritmo e equilíbrio que precisávamos, para sermos uma banda sem conflitos, divergências e egos inflamados.
O nome, Naked Monks, parte do contraste de personalidades entre mim e o André, sendo eu uma pessoa bastante impulsiva, instintiva e crua (Naked) e o André uma pessoa bastante metódica, racional e calma (Monks).

O que é que procuram na música?
Os Naked Monks estão directamente relacionados com um modo de vida, quatro pessoas que querem viver de forma livre e totalmente despegada das normas e padrões da sociedade, fazer as coisas à nossa maneira, sentir que de alguma forma estamos vivos, e a música dá-nos precisamente isso, a liberdade de nos expandirmos espiritualmente e de nos sentirmos concretizados e preenchidos, depois de um dia de trabalho das nove às cinco.
Encontramos na nossa música e nos Naked Monks o nosso refúgio e equilíbrio.

Qual o vosso objectivo com este disco?
Deixar uma marca, um legado. Chegar ao fim da vida e dizer nós fizemos isto, nós estivemos envolvidos nisto. Ao mesmo tempo, a concretização e a satisfação do vicio que é tocar ao vivo, sentir a energia e a adrenalina de pisar palcos, porque quando o fazemos, estamos completamente vulneráveis, expostos e abertos. É o momento mais catártico de todo o processo que é a construção deste álbum oude qualquer outro.

Mais do que fama, o reconhecimento da vossa qualidade é algo que vos interessa?
Se a fama interessasse, estaríamos noutro género musical e a fazer algo completamente diferente. Não existe nada mais gratificante, do que receber o apoio e a aceitação por aquilo que realmente somos, fazemos e sentimos.

Como surgiu este disco?
O Take37 surge directamente da nossa necessidade de estarmos sempre a criar coisas novas, novas músicas, novas sonoridades, novas estéticas, novas influências e de darmos o melhor que temos para oferecer.

Quais as vossas maiores inspirações?
A lista é longa, e passámos por muitas fases até encontrar o nosso som e aquilo que queremos obter da música. Porém nomes como Queens Of the Stone Age, All them Witches, Idles, Black Keys, Kyuss, The Doors, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, inspiram aquilo que fazemos actualmente.

De que forma se desenvolve o vosso processo criativo?
Normalmente, eu (Vitor) levo para os ensaios protótipos e ideias, quando começamos a tocar… é quando obtemos aquilo que queremos.

O que preferem: gravar ou concertos? Porquê?
Pergunta difícil! Apesar de gravar ser um processo algo cansativo, estamos sempre “desesperados” por ver o resultado final e assim que fica finalizado parecemos as carrinhas dos circos quando anunciam que estão na cidade, isso acontece connosco, antes do álbum sair. Certamente um monte de pessoas já devem ter ouvido em alto e bom som as nossas músicas vindas dos nossos carros! Porém, as emoções e as sensações de dar concertos desempatam, deixando para trás a satisfação de ouvirmos as novas músicas acabadas de gravar.

Qual a banda ou cantar nacional com quem gostariam de actuar e porquê?
Felizmente para nós, cada vez mais temos bandas nacionais com que nos identificamos e gostaríamos de encontrar um dia destes na estrada, aqui ficam algumas dessas: Cosmic Mass, Jesus The Snake, Heavy Cross of Flowers, The Lazy Faithful, Conjunto!Evite, Conjunto Corona, The White Knights, Them Flying Monkeys, Keep Razors Sharp, The Poppers ou até mesmo o Tigerman!

Para quem ainda não vos conhece, como caracterizam o vosso som?
Riffs pesados à lá chapada na tromba, quente, orgânico e dinâmico, com muita melodia, alguns refrões catchy pelo meio e muita loiça partida algures. Ao vivo, estas características tornam-se ainda mais evidentes.

Têm programados concertos? Se sim, onde e quando?
Sim, vamos passar hoje, dia 4 de maio no Cine Incrível- Alma Danada (Almada), no dia 1 de Junho estaremos numa casa que nos é muito importante, Hollywood Spot (Corroios), estas são as datas que de momento podemos anunciar. Mas fiquem atentos à nossa página de Facebook.

You May Also Like

Moonspell + Rotting Christ + Silver Dust no Capitólio em noite de celebração

Steve Jones dos Sex Pistols escolhe 12 álbuns essenciais

Quando David Bowie criou uma lista das suas músicas preferidas de… David Bowie

Ouvi dizer que o Manel Cruz vai apresentar “Vida Nova”. Sabem onde?

error: Conteúdo protegido. Partilhe e divulgue o link com o crédito @lookmag.pt