À conversa com Jesus Or A Gun sobre novo single “Turn All The Lights On”

A banda Jesus Or A Gun acaba de lançar o novo single “Turn All The Lights On” e a LOOK mag foi descobrir mais sobre este projecto.

Quem são os Jesus Or A Gun?
Os Jesus Or A Gun são um quarteto oriundo das latitudes mais ensolaradas da Europa. Abordando o rock clássico de forma moderna e carregada de sentimento, não pretendem fazer-nos recuar à Era Dourada deste som, mas antes vincar, com intensidade, o agora. Isto não é nostalgia. É Rock and Roll, hoje. A banda é composta por Dieter Pereira (vocalista e guitarra), Bruno Monteiro (guitarra), Nuno Correia (baixo) e Rodrigo Guedes de Carvalho (bateria).

Como e quando surgiu o projecto?
O projecto surgiu em finais de 2017 na ilha da Madeira. Eu tinha algumas músicas escritas, uma delas (a primeira composição!) é o single que acabou de sair (Turn All The Lights On), e senti que era o momento de começar a procurar músicos que fizessem sentido para este projecto e que me pudessem elevar as composições caseiras que havia feito. Em 2018 juntámos cinco músicas e voámos para Braga onde gravávamos o disco de estreia “The Eruption”.
A reacção dos média e público foi óptima. O music vídeo, que acompanhou o single de estreia “Fly High“, conta hoje com 13 055 visualizações e teve uma projecção nacional e internacional interessante para uma banda que tinha meses de vida…
Por dois anos consecutivos constámos no programa de entretenimento de bordo da companhia AIR AUSTRAL com a “Fly High”, passámos nas rádios nacionais e andámos na estrada a promover o disco, entre Portugal Continental (Vários concertos em Lisboa, Oeiras e Famalicão) e a ilha da Madeira onde tocámos em dois festivais de música e um concerto privado para apresentação do disco de estreia. Fizemos questão que a apresentação fosse na Madeira. As raízes estavam todas lá. Hoje somos uma banda nacional e só eu é que vivo na Madeira sendo a banda toda residente em Lisboa. O Nuno e o Rodrigo são lisboetas. O Dieter é o nosso luso-descendente (irlandês) que acabou por encontrar em Lisboa a sua base. Eu ando muito entre a Madeira e Lisboa para ensaios e concertos. Tem funcionado bem. Temos a Internet que nos possibilita a troca do trabalho desenvolvido em casa e assim preparar as sessões de ensaios presenciais.

Que significa o vosso nome e que mensagem procuram transmitir com ele?
O nome sublinha algo em que acreditamos a mil: fazer acontecer! Ainda que possua duas palavras bem fortes “Jesus” e “Gun” em nada possui uma conotação religiosa ou agressiva. Segmentamos a denominação em dois sendo o “Jesus” uma analogia àquilo a que, na maioria, acontece: esperar que algo divino/por milagre aconteça e a “Gun” a contrariedade deste estado de ser sendo um “disparar” para fazer acontecer. Em suma, ou ficas à espera de um “milagre” ou levantas-te e fazes acontecer! Jesus Or A Gun!
É o que temos feito! Sair da Madeira não é nem foi fácil, mas levantámo-nos da nossa zona de conforto e fizemos acontecer. Viemos para Lisboa e queremos o País! O espírito e a mensagem é de pro-actividade em todas as frentes das nossas vidas.

Em que se inspiraram para dar vida a “Turn All The Lights On”?
Foi um processo natural. A ideia para o tema aconteceu quando ia para casa de mota e comecei a trautear o riff de entrada do tema. Lembro-me de parar a mota, à berma de estrada, e gravar no telemóvel a ideia. Cheguei a casa e passei o resto do dia a transpor para a guitarra a ideia e a melhorar expressão que queria para o tema. O percurso da composição deste tema foi realizado com base no feeling natural que cada riff, estrofe e refrão iam oferecendo ao imaginário que projectava. Foi com este tema que convenci o Dieter a entrar no projecto. Numa mesa de um café da baixa do Funchal onde apresentei a composição com os phones e ia trauteando o refrão (Turn All The Lights… ONNNNN). Era a única peça lírica que estava escrita. O Dieter quando escreveu a letra ajudou imenso à definição das necessidade e dos detalhes que a música precisava. Foi a partir do que estava a ser dito que passámos para os instrumentos o feeling de boa vibe que a letra traz.

E o video como foi feito?
O vídeo foi realizado durante o início da quarentena. Quando tudo isto aconteceu tínhamos planos para gravar o novo disco em Lisboa no início de Março, mas a pandemia trocou-nos as voltas!
Ficámos incomodados e esses momentos de inquietação conduziram a que um dia o Dieter trouxesse, ao chat do grupo no WhatsApp, a proposta de: “Malta! Nós temos um tema gravado na gaveta e seria agora a altura ideal para o lançar! O tema fala de tudo aquilo a que as pessoas precisam agora. Boa disposição e um sorriso para vencer esta época fatídica.”
Tínhamos uma mensagem positiva para fazer sair e precisávamos de aliar à música um vídeo que viesse a passar essa mensagem da melhor forma. Falámos com o realizador Saul Caires, da Vinco Films, responsável pelo nosso vídeoclip de estreia referente à música “Fly High”. Apresentámos o desafio ao Saul de editar imagens que lhes iríamos fazer chegar, a partir de uma mistura de um banco de imagens de utilização livre e de vídeos que a banda a alguns nossos convidados criassem em casa. Sabíamos que tínhamos um grande limite, o confinamento e teríamos de trabalhar à distância.
Eu tinha uma ideia do mood e vibe a transmitir visualmente e tive uma reunião criativa com a Vinco onde acordámos avançar com tal desafio. Eu fui para uma rua secundária, aqui no Funchal, para filmar o solo de guitarra, (ficou longe da tentativa de recriar a famosa saída do Slash da igreja no tema “November Rain”) onde pudesse estar isolado a ser filmado e não estivesse nem colocasse ninguém a perigo de infecção. Lembro-me que estávamos bem nos primeiros dias do confinamento e o desconhecimento era ainda maior do que hoje. O Nuno e o Rodrigo fizeram vídeos em casa; O Dieter estava isolado no Algarve e sem meios para filmar e acabámos por utilizar imagens ao vivo da banda e fotografias para o efeito de presença. Enviámos para a Vinco 8GB de clips. Fizemos (eu e o Dieter) uma selecção brutal de vídeos que compreendeu um dia de trabalho.
Valeu todo o esforço! A VINCO fez um trabalho incrível, confinados e à distância, que nos orgulhamos de mostrar em todo o lado. O vídeo está a “rodar” em território nacional e já chegou aos EUA em algumas magazines de musica/cultura online e blogs de música. Esperamos que continue a voar extra-muros!

Como viveram esta situação de quarentena?
A planear o nosso futuro como banda e a montar a estratégia de acção para este ano e para o próximo ano.

Que novidades têm previstas que possamos divulgar?
Estamos neste momento em pré-produção (a trabalhar nas músicas do novo disco). Gravamos em casa, enviamos as ideias uns para os outros e acabamos por realizar um mix para o listening e avaliação do produto. Neste momento, a 20 de Maio, estamo-nos preparar para entrar em estúdio dentro de oito dias, em Lisboa.
Esta é a primeira gravação que será realizada com este alinhamento da banda. O Nuno e o Rodrigo entraram no projecto após o EP de estreia. Assim, teremos um novo single para o Verão.

Perguntas rápidas
– Vinil ou CD – Vinil
– Verão ou Inverno – Inverno
– Rock ou pop – Rock
– Doce ou salgado – Salgado

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Cinco músicos/bandas que os Jesus Or A Gun estavam a ouvir enquanto compunham “Turn All The Lights On”
Rival Sons
Tyler Bryant and The Shakedown
Deep Purple
Thin Lizzy
Black Rebel Motor Cycle Club

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