À conversa com Ana Nave e Carlos Dias Antunes sobre “O Último Reich”

A companhia Arte33 estreia em Almada o espetáculo “O Último Reich”, uma criação que parte de Bertolt Brecht para mergulhar o público numa experiência cénica intensa e profundamente atual. Com encenação de Ana Nave e interpretação de um elenco versátil onde se destaca Carlos Antunes, a peça transforma o espaço do Salão das Carochas num verdadeiro laboratório social, onde o medo, a vigilância e a manipulação se tornam matéria viva.

Partindo de Terror e Miséria no Terceiro Reich, o espetáculo recusa a linearidade e aposta numa estrutura fragmentada para expor os mecanismos subtis — e muitas vezes invisíveis — dos regimes autoritários, estabelecendo pontes inquietantes com o presente. Entre atores e espectadores, dentro de uma caixa transparente que tudo revela e nada esconde, instala-se uma tensão constante que convida à reflexão crítica.

À conversa com Ana Nave e Carlos Antunes, exploramos os desafios desta adaptação, o peso do legado brechtiano e a urgência de revisitar estas temáticas num mundo onde o medo continua a moldar comportamentos e discursos.

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