À conversa com a banda Old Dog EP sobre o novo EP “Despertar”

Oriunda de Rio Grande do Sul, no Brasil, a banda Old Dog junta o peso do rock com elementos do folk no novo EP “Despertar”, ponto de partida para uma conversa com o guitarrista João Schons.

Quem são os Old Dog?
A banda Old Dog é formada por João Schons (guitarra), Rodrigo Accorsi (vocal), Jordalan Muniz (baixo), Jean Novello (harmônica/banjo/vocal) e Marcelo Cassol (bateria).

Como e quando surgiu o projecto?
A banda foi criada na cidade de Passo Fundo, no ano de 2013, por meio da vontade de homenagear artistas consagrados e, ainda, compor, gravar e lançar canções autorais. Além de canções autorais na plataforma de streaming, possui diversos trabalhos lançados em vídeo, como videoclipes e sessions (Farm Sessions, Basement Sessions e Garage Sessions).

Que significa o vosso nome?
O nome Old Dog, além de representar uma expressão utilizada na temática western, foi inspirado em dois cachorros idosos muito queridos que pertenciam a mim e ao vocalista, Rodrigo Accorsi, e que estavam presentes nos ensaios no começo da banda, quando ainda éramos um duo.

Em que se inspiraram para dar vida a “Despertar”?
O EP “Despertar” resulta da vontade de consolidar o estilo e maturidade da banda Old Dog com canções autorais inéditas, que trazem uma linguagem musical mais densa e abrangente em relação a lançamentos anteriores.

Que mensagens pretendem transmitir através destas quatro faixas de música?
Por meio de experiências pessoais pudemos perceber que o nosso tempo – a nossa vida – pode ser muito mais breve do que imaginamos, e que, por isso, sempre devemos buscar a felicidade. No meio do caminho se espera enfrentar mudanças abruptas, carregadas de desafios. No entanto, o desafio, quando enfrentado, representa um grande crescimento pessoal, extremamente necessário para nos tornarmos pessoas melhores.

Este é um trabalho mais rock mas mantêm as raízes do folk…
A mistura de géneros acaba sendo natural durante o processo de composição e criação de arranjos para as canções autorais, uma vez que cada integrante possui influências distintas e que em algum momento acabam convergindo dentro da identidade sonora que a banda possui. Por isso, é possível identificar influências que vão desde Blackberry Smoke, Lynyrd Skynyrd, Johnny Cash, Neil Young e Black Sabbath, por exemplo.

Como é que se desenvolve o vosso processo criativo?
Geralmente é levado ao ensaio um esqueleto e uma estrutura de uma canção. Em cima disso, a banda coloca arranjos e faz experimentações, de acordo com a mensagem que se quer passar com aquela música. As letras tratam basicamente sobre temas do cotidiano e sobre experiências pessoais. Algumas canções também contam histórias (reais ou inventadas).

Como estão a viver a pandemia do Covid-19 e de que forma está ela a interferir com a vossa actividade enquanto músicos?
A maioria dos planos da banda estava condicionada à nossa agenda de shows e compromissos, que foi integralmente afetada pelo COVID-19. Assim, foi e é necessário se reinventar como indivíduos e banda, para que a gente consiga buscar alternativas para retomar de alguma forma tais planos.

Que novidades têm previstas que possamos divulgar?
Com certeza existem planos de novos lançamentos. Existem diversas canções autorais que já possuem estrutura e que estão aguardando o cenário pós COVID-19 para ganharem vida. Da mesma forma, a banda está com um novo show pronto para ser colocado na estrada assim que as coisas ficarem mais tranquilas.

“Despertar” está disponível nas seguintes plataformas:
Spotify
Deezer
Apple Music
Google Play
YouTube

Perguntas rápidas
– Vinil ou CD? Vinil
– Verão ou Inverno? Verão
– Rock ou pop? Rock
– Doce ou salgado? Salgado

Cinco músicas que inspiraram a criação “Despertar”

Black Sabbath – Sweat Leaf

The Marcus King Band – Keep Moving

Blackberry Smoke – Waiting for the thunder

Mumford & Sons – I Will Wait

Neil Young – Down by the River

Foto de Old Dog: Stéfanie Telles

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