Porto Editora publica “Domingos no Cinema”, o romance do autor norte-americano Anthony Marra
Uma história sobre sonho e sacrifício, no início da década de 40, quando um cenário de guerra na Europa fez de Hollywood um viveiro de talentos refugiados
Verdadeira instituição na era do cinema mudo, com o advento dos filmes sonoros e no rescaldo da Grande Depressão, a Mercury Pictures ficou reduzida a um estúdio de segunda categoria, «produzindo filmes de agradar à vista, sem passar pelo cérebro». Crónica inteligente – quase sempre mordaz, mas sempre profunda – dos emigrados europeus na indústria cinematográfica norte-americana no período da Segunda Guerra Mundial, Domingos no Cinema, de Anthony Marra, é uma carta de amor à Sétima Arte: não tanto ao seu glamour, mas sobretudo aos heróis de bastidores.
«Como tantos antes dela, Maria Lagana foi para Hollywood para fugir ao seu passado. Nascida em Roma, onde todos os domingos o pai a levava ao cinema em vez da igreja, Maria acaba imigrando com a mãe para Los Angeles, depois de um gesto inconsequente seu ter levado à prisão do pai e posterior desterro na Calábria. Quinze anos depois, Maria é já produtora associada na Mercury Pictures e tenta a todo o custo evitar que a sua vida pessoal e profissional desmorone. Porém, na iminência da entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, à medida que as luzes brilhantes de Los Angeles se apagam, a Mercury Pictures, o único lar de Maria no exílio, torna-se palco de políticas conflituantes, lealdades divididas e ambições desmesuradas. Escrito com inteligência, sagacidade e profundo rigor histórico, Mercury Pictures Apresenta é um retrato fiel de Hollywood da década de 1940 e de uma Europa dominada pelos fascismos – o panorama de uma era que lança uma longa sombra sobre a nossa. É uma carta de amor aos pequenos protagonistas da vida, um tour de force de um romancista cujo trabalho o The New York Times considerou sublime».
Anthony Marra nasceu em 1984, em Washington DC, e é um autor americano bestseller, vencedor do National Book Critics Circle’s John Leonard Prize e do Anisfield-Wolf Book Award, tendo já sido indicado para o National Book Award.