Opinião: Menopausa, a saúde nesta nova etapa!

A menopausa corresponde à transição entre a fase reprodutiva, com regular funcionamento do ciclo genital (menstrual), para o seu termo absoluto, já sem folículos funcionais.

Por Mara Marques, médica prescritora da PronoKal, especialista em Medicina Geral e Familiar, @dramaramarques @ospacientokais

A definição de menopausa é clínica e retrospetiva, após amenorreia (ausência de menstruação) de um ano. A menopausa pode decorrer no seu período usual, entre os 45 e 55 anos de idade, sendo tardia se após os 55 anos, precoce antes dos 45 e prematura se antes dos 40 anos de idade. A menopausa é particularmente relevante como episódio marcador da evolução biológica da mulher, marco de relevância fisiológica e clínica.

A sintomatologia da menopausa relaciona-se com a diminuição da reserva folicular ovárica e consequente diminuição do estrogéneo. A curto prazo há a destacar a sintomatologia vasomotora (afrontamentos), as alterações do sono e emocionais. Como repercussões mais tardias, destacam-se as complicações cardiovasculares e a osteoporose.

A incidência de doença cardiovascular aumenta consideravelmente, sendo a principal causa de morte na pós-menopausa. O aumento do risco cardiovascular parece ser determinado pela síndrome metabólica mais prevalente após a menopausa da qual todos os componentes (obesidade visceral, dislipidémia, hipertensão arterial, alterações do metabolismo da glucose) se associam a maior incidência não só de doenças cardiovasculares, mas também da doença cerebrovascular.

É frequente o aparecimento de diabetes tipo 2 com aumento da glicémia, mas também com hiperinsulinémia por aumento da resistência à insulina, fruto do aumento da gordura visceral. Este aumento da gordura visceral é responsável também por um estado inflamatório crónico.

Segundo o Estudo da Sociedade Portuguesa de Ginecologia sobre “As Perceções e Hábitos das Mulheres Portuguesas durante a Menopausa”, 29% das mulheres na fase da menopausa relatam sofrer com o excesso de peso e 11% de obesidade. 56% dizem que gostavam de diminuir o seu peso sendo que apenas 5% referem seguir um programa de perda de peso orientado por profissionais da saúde.

Por todas estas razões, durante a menopausa há que dar importância ao autocuidado e faz toda diferença sentir-se acompanhada ao longo de todo o processo por uma equipa de especialistas, e caso verifique um aumento de peso, procurar um tratamento personalizado que permita a redução da lipoinflamação, com a suplementação correta e a atividade física adequada, para que se sinta o melhor possível e possa prevenir eventuais problemas de saúde nesta fase tão importante da vida de todas as mulheres!

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