Imago Lisboa regressa em 2025 com o tema “Quebrar o Silêncio – Caminhar Juntos”
A fotografia está de volta à capital com mais uma edição do Imago Lisboa – Photo Festival, que este ano atinge a sua 7ª edição com um tema urgente e necessário: racismo e xenofobia. Sob o mote “Quebrar o Silêncio – Caminhar Juntos”, o festival propõe uma profunda reflexão sobre as fronteiras invisíveis que ainda moldam a sociedade contemporânea — seja nas imagens que vemos, nas histórias que contamos ou nas vozes que escolhemos amplificar.
Com uma programação extensa que percorre vários espaços emblemáticos da cidade de Lisboa, o Imago Lisboa aposta, mais uma vez, numa abordagem artística e pedagógica, reunindo autores nacionais e internacionais, novas vozes e nomes consagrados. A curadoria desta edição é assinada por Anna Fox, Anne Nwakalor, Elina Heikka e Rui Prata, que garantem um alinhamento coeso, tematicamente denso e esteticamente desafiador.
Destaques das Exposições
Uma viagem fotográfica pela paisagem em transformação, onde a seca se torna metáfora para a escassez de tempo, memória e recursos.
My Place It Is Also Here
9 de Outubro – 18h00
Galeria Santa Maria Maior
Edith Roux & Fatoumata Diabaté
Duas artistas que refletem sobre o lugar do “outro” na cidade e na história — entre pertença e deslocamento.
Histórias do Povo Cigano / Orkhéstra
10 de Outubro – 18h00
Jardins do Bombarda
Uma dupla exposição que dá palco à expressão fotográfica do Movimento de Expressão Fotográfica (MEF) e à visão de Ricardo Bento, revelando realidades invisibilizadas.
Estrela de Seis Pontas
15 de Outubro – 18h00
Arquivo Municipal de Lisboa – Fotográfico
Pedro Medeiros
Uma reflexão sobre símbolos, memória e identidade.
The Journey: From Then to Now
16 de Outubro – 18h00
Carpintarias de São Lázaro – Piso 1
Adiam Yemane, Giya Makondo-Willis, Jono Terry, KC Nwakalor, Obayomi Anthony, Tayo Adekunle
Curadoria: Anne Nwakalor
Uma narrativa visual articulada, que começa no impacto do colonialismo nas crenças ancestrais (Giya), passa pela mercantilização do corpo feminino negro (Tayo), e culmina nas heranças coloniais no Zimbabué (Jono). Uma viagem visual e temática que entrelaça o passado e o presente.
Radiations of War
16 de Outubro – 18h00
Carpintarias de São Lázaro – Piso 0
Yana Kononova
Uma exposição que examina os traumas visuais deixados pela guerra e os ecos que ainda persistem.
Portugal is not a small country
17 de Outubro – 22h00
Galeria Imago Lisboa
Nuno Perestrelo
Um olhar crítico e contemporâneo sobre a identidade nacional.
Putting Ourselves in the Picture
17 de Outubro – 22h00
Imago Garage
Curadoria: Anna Fox
Uma proposta coletiva que inverte o foco da lente — quem está a ser fotografado, e quem está por trás da câmara?
O Bairro
18 de Outubro – 18h00
Procurarte
Augusto Brázio
Um retrato intimista de comunidades urbanas em resistência e reinvenção.
Emotional Encounters
20 de Novembro – 18h00
MNAC – Museu Nacional de Arte Contemporânea
Sofia Yala, Yassemin Forte, Aline Motta
Curadoria: Elina Heikka
Três artistas que partem de fotografias de família e arquivos coloniais para construir narrativas pessoais, afetivas e políticas. Entre Angola, Moçambique e Brasil, estas obras revelam como o passado colonial ressoa ainda no íntimo de muitas histórias contemporâneas.
Muito mais do que exposições
O Imago Lisboa 2025 não se limita às exposições. A programação inclui também oficinas, debates, projeções e leituras de portfólios, com o intuito de fomentar o pensamento crítico e o diálogo em torno da imagem. É um festival que pensa com os olhos e sente com a história — questionando, refletindo e propondo novas formas de ver o mundo.