Dias de preguiça no Montenegro

“Sofia, olha!”. Abro os olhos, espreito para lá do vidro da janela e sinto-me a chegar a casa. Há quantos dias não via a linha do horizonte? O céu a tocar no mar e nós a acompanhá-la numa estrada serpenteante pelas montanhas do Montenegro.

O Adriático estende-se, para lá do verde e do pontilhado de casas, a convidar-nos a um mergulho. Marcámos encontro para a cidade de Kotor e ainda estamos a chegar a Herceg-Novi. Há mais um autocarro antes de chegarmos ao destino, mas o entusiasmo para os dias de preguiça que nos esperam já cá está todo.

Kotor, durante o dia, faz-se de praia. Caminhamos quase uma hora, para nos afastarmos das praias onde só se ouve falar inglês e nos misturarmos com as famílias montenegrinas. Aprendemos, com eles, a levar os chinelos até à água, para tornar o caminhar sobre as pedras menos tortuoso. Pela primeira vez, percebo o porquê do sucesso dos Crocs e dou por mim a maldizer as minhas Havaianas.

À noite, a fortaleza ilumina-se, a “cidade antiga” fervilha com pessoas bonitas e nas praias acumulam-se grupos de amigos a conversar e a beber. Antes de sairmos, a senhora e o senhor Dragan, oferecem-nos melão, café, jantar. Dizem-nos onde ir e mostram-nos a melhor vista sobre a cidade.

Quando regressamos, já a casa está toda em silêncio, a dormir. Com a cabeça na almofada, do meu quarto, adormeço ao som de música de festa.

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