Concerto Walter Benjamin

Sábado à noite, 21 de abril, encontro marcado com Walter Benjamin… nós e mais uns quantos, muitos, pois a sala estava cheia de gente que ali veio passar a noite com (descobrimos depois) um grupo de bons amigos.

A nossa vontade de ver Walter Benjamim ao vivo, temos de confessar, era muita, até porque já o tendo entrevistado e tendo ficado cativados em absoluto pelo seu último trabalho, “The Imaginary Life of Rosemary and Me”, tínhamos muita curiosidade para o ver interpretado/tocado ao vivo.

As hostilidades foram iniciadas com “Our Imaginary House”, primeira música “The Imaginary Life of Rosemary and Me”, que lançado pela Pataca Discos é o segundo álbum de Walter Benjamin.  Seguiram-se “Under Your Dress” e “Mary” do mesmo trabalho.

Canção após canção, a alegria e a entrega que se pressentia no disco ganha vida  deixando o público literalmente pregado ao que se passava no palco. Do EP com o mesmo nome, foi a vez de “Paperboats”, seguida de “Cannonball” do EP The Dog Follows the Bull e de “Soldiers”.

Dylan versus Beach Boys? Sem dúvida, influências confessas do músico/produtor que num toque de mestre as mistura de uma forma equilibrada e bem conseguida, fazendo surgir canções pop, folk ou até com um toque psicadélico.

Em palco reuniram-se alguns dos mais representativos nomes da cena musical nacional, como B Fachada, Márcia, Francisca Cortesão, Manuel Dordio, Bruno Pernadas, João Paulo Feliciano, Jakob Bazora, João Correia e o Nuno Lucas (dos Julie & the Carjackers) e Noiserv, que se juntou a Walter Benjamin na interpretação daquela que foi a primeira canção conhecida do novo trabalho, “Airports and Broken Hearts”.

A noite continuou com “This Ain´t Our Last Dance” do último trabalho, “Sharing Cigarettes”, a qual Walter esclareceu ser uma canção sobre ser pobre, “o meu estado atual”, referiu a propósito.  Regresso ao último trabalho com “Twenty Four” e “High Speed Love”, esta última cantada com a ajuda em palco dos membros dos Baga + The Les Big macs.

Pelo meio “Shoot Us”, música sobre extraterrestres interpretada por Walter Benjamin e  Jakob Bazora, o austríaco que o tem acompanhado nas lides londrinas, onde mora. Nos coros B Fachada, que não escondeu o entusiasmo durante todo o concerto.

Depois de “Breath Well” foi a vez de “We Might Never Fall in Love”, cantada em uníssono por Walter, os outros músicos e o público. Dos muitos momentos altos de um concerto top, este foi sem dúvida, inesquecível.

Num encore inesperado, porque não planeado, Walter Benjamin regressa sozinho ao palco para interpretar de uma forma algo intimista “Your House”, derradeiro tema do último álbum e da noite que, se dúvidas houvesse, veio provar ser ele um novos grandes talentos da música que por cá se faz.

Uma referência à atuação de Baga + The Les Big macs, duo que na primeira parte do concerto apresentou o seu primeiro EP naquela que (fizeram questão de frisar) era o sua primeira apresentação ao vivo! Não tendo ideia se vamos ofender os membros da banda, muito do seu som trouxe-nos à memória algo de Kings of Convenience. No final inverteram-se os papéis, e foi a banda a fotografar o público…para mais tarde recordar!

Saiba mais em À conversa com Walter Benjamin
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