Brands That Matter…Analora

Brands That Matter…Analora

Mais do que uma galeria de arte, a Analora é um espaço eclético que abriu recentemente no número 388 da Rua de São Bento, bem no coração de Lisboa. Fomos descobrir um pouco sobre ele numa conversa com a sua criadora, Anne-Laure Pillet.

Há quanto tempo está em Portugal e o que a trouxe ao nosso país?
Depois de 6 anos na China a trabalhar no intercâmbio cultural sino-francês com um artista chinês, vim para Portugal há 3 anos por causa do emprego do meu marido. Somos expatriados. Mas gostámos muito da vida em Lisboa. A luz, a bondade do povo, a cultura e a mentalidade.

Como surgiu o seu interesse pela arte?
Há muito tempo que estou rodeada de artistas. Quando trabalhei nas agências de publicidade, trabalhei com diretores criativos, fotógrafos e designers de renome…. quando estive na China, trabalhei para a escola de moda Esmod e também com um artista chinês. Fizemos intercâmbios culturais estrangeiros.

Quando nasceu a Analora?
A Analora nasceu 6 meses após a minha chegada a Portugal. Abriu as portas do nº 388 na Rua de São Bento no passado mês de setembro de 2021, no coração de Lisboa.

Qual o significado do nome?
É o meu nome traduzido em “português” e é também uma salada que é uma alcunha para os lisboetas.

Qual é o conceito base da Analora?
O conceito base da Analora são as Artes Decorativas. A minha seleção foi idealizada para trazer poesia, originalidade e requinte. Todas as peças são de grande significado, concebidas em torno da sua própria identidade ou de um conceito. O meu olho, a minha sensibilidade, foram construídos durante muito tempo. Antes de mais, no início da minha vida profissional em agências de comunicação que trabalham com diretores criativos e fotógrafos de renome e depois, quando comecei a viver no estrangeiro e especialmente na China, durante 6 anos. As viagens, as culturas, o know-how têm cultivado este gosto pela originalidade e elegância. Não há fronteiras. Os produtos vêm de todas as partes do mundo.

Podemos então afirmar que o espaço não se limita a ser apenas uma galeria de arte?
Sim, porque desejo receber artistas, organizar algumas palestras, eventos, mostrar a nova e a antiga geração de artistas e pretendo interagir com o público.

Onde foi buscar inspiração para criar a Analora?
Da minha paixão por colecionar peças únicas e belas para casa.

A localização física da loja foi algo pensado? Se sim o que tem aquela zona de especial?
Esta rua é muito especial e escolhida de propósito devido à sua história relacionada com antiquários e galerias. Também é uma rua central, mas para mim é muito típica de Lisboa.

Entremos na Analora. O que vamos poder lá encontrar?
Encontramos objetos únicos e refinados. De todas as partes do mundo. A seleção não é feita em relação aos preços. Na Analora consegue encontrar uma bela peça de arte para si ou para um amigo, para lhe trazer beleza à sua vida.

De que forma escolhe os artistas?
Em primeiro lugar é uma questão de gosto, e de personalidade do artista. É muito importante partilhar o mesmo estado de espírito. Preciso de gostar das criações a fim de as apresentar aos meus clientes. Em segundo lugar, preciso de me manter consistente e respeitar o meu conceito. Por fim, sou muito curiosa, olho para todo o lado, procuro, sempre com um olho lá fora, à procura de novos artistas.

São apenas artistas portugueses? Se não, de outras partes do mundo?
Artistas de todo o mundo. Mas devo confessar que o meu objetivo é apresentar também os artistas portugueses fora de Portugal.

Que nomes gostaria de destacar?
Estou muito feliz e orgulhosa de estar a trabalhar pela primeira vez com a Iva Viana e Vanessa Barragao em maio para a feira Lisbon By Design.

Que tipo de objetos podemos encontrar?
Na galeria Analora, é possível encontrar muitas cerâmicas, mas também uma cadeira feita de pérolas de África e candeeiros em bronze feitas em França como um ramo de árvore. Gosto deste tipo de arte que permanece poética, refinada, subtil e original.

São estas peças, peças únicas?
Todas as peças de arte são criações únicas e feitas à mão, maioritariamente de cerâmica, mas também com algumas de porcelana, barro e arenito. Estão disponíveis para compra na galeria e também na loja online https://analora.pt/, possibilitando a compra de peças para qualquer ocasião.

Feitas à mão? É importante isso?
Sim, todas as peças são feitas à mão e é bastante importante esse detalhe.

Quais os valores das peças?
As peças vão desde os 20 euros até aos 2400 euros. Na Analora, é possível comprar uma chávena de chá feita à mão a 20 euros ou uma pintura em papel de embrulho a 2400 euros.

De que forma olha para o futuro da Analora?
Espero, claro, ser maior para apresentar mais artistas e alargar a algumas peças de mobiliário. O meu objetivo é criar algumas parcerias para que a minha seleção percorra diferentes lugares do mundo. O meu objetivo é também o contrário. Significa convidar outras galerias ou exposições a estarem presentes na minha galeria em Lisboa.

Está em Portugal para ficar?
Sim, estou em Portugal para ficar.

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